quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Na mesa de cabeceira
Seja pelo tema, tramas ou identificação com personagens, alguns livros podem marcar a nossa vida de maneira definitiva
Viajar por lugares que nunca imaginamos, estar com pessoas do presente, passado ou futuro, viver histórias reais, ficções ou aventuras. Talvez nenhuma outra forma de expressão artística permita tais experiências de modo tão profundo e arrebatador como um bom livro.
Foi o que aconteceu na vida do professor Armando Prazeres, dos cursos de Jornalismo e Rádio e TV da São Judas, depois de seu envolvimento com “Galáxias”, livro de prosa e poesia concreta do poeta brasileiro Haroldo de Campos.
O estudo da obra-prima e dos filmes relacionados a ela, do diretor Júlio Bressane, inspirou o professor na elaboração de sua tese de mestrado em Comunicação e Semiótica: “Galáxia Albina e Galáxia Dark: uma inscrição poética da palavra no cenário eletrônico”, apresentada em 2001. “Foi uma relação muito forte com a obra, nada parecida com o que conhecia até então. O livro provoca estranhamento no início, com 50 páginas sem pontuação. Mas é, ao mesmo tempo, de uma beleza avassaladora, que desperta emoções diferentes a cada nova leitura”, diz o professor.
O poder do livro
Na adolescência de Edir Evaristo da Silva, aluno do 2º ano de Psicologia, a identificação com alguns personagens e histórias de “O Pequeno Príncipe”, de Antoine Saint-Exupéry, foi um divisor de águas. Embora pareça tratar-se de uma parábola para crianças, na definição do próprio autor, é “um livro urgentíssimo para adultos”, o que talvez explique sua extraordinária sobrevivência literária.
Para o professor do curso de Psicologia, Luís Antônio Lima, também um leitor contumaz, o vínculo com determinados livros começa já na escolha do título, quando a pessoa mobiliza o seu desejo, mesmo que inconscientemente. Parte da afetividade pode vir do gesto que inaugurou o contato com a obra, como ter sido um presente especial ou uma referência de infância, por exemplo.
De mão em mão
Compartilhar o prazer da leitura é o principal benefício do Bookcrossing, movimento que surgiu nos Estados Unidos e que dissemina a prática de deixar um livro em local público, para que outras pessoas o encontrem, leiam-no e voltem a “libertá-lo”, sucessivamente. Está ligado ao conceito de universalização do acesso à cultura e pode ser praticado por qualquer um que tenha o desejo de dividir uma boa história.
Em 2001, foi criada uma comunidade virtual no site www.bookcrossing.com, que já conta com mais de 808 mil cadastros em cerca de 130 países, inclusive o Brasil.
Depois de criar um perfil, o participante anota na contracapa de seu livro um código de identificação gerado nesse registro. Em seguida, deixa a obra em uma das crossing zones (zonas de troca).
A pessoa que encontrar o livro informa o paradeiro da obra no próprio site e, se quiser, registra sua opinião sobre a leitura, o que permite que outros usuários sigam a trajetória do volume no mundo, desde que a corrente não seja quebrada. Em São Paulo, há três crossing zones: Casa das Rosas (Av. Paulista, 37), Central das Artes (Rua Apinagés, 1.891) e Salommão Bar e Restaurante (Av. Angélica, 2.435).
Fonte: Jornal São Judas
Foi o que aconteceu na vida do professor Armando Prazeres, dos cursos de Jornalismo e Rádio e TV da São Judas, depois de seu envolvimento com “Galáxias”, livro de prosa e poesia concreta do poeta brasileiro Haroldo de Campos.
O estudo da obra-prima e dos filmes relacionados a ela, do diretor Júlio Bressane, inspirou o professor na elaboração de sua tese de mestrado em Comunicação e Semiótica: “Galáxia Albina e Galáxia Dark: uma inscrição poética da palavra no cenário eletrônico”, apresentada em 2001. “Foi uma relação muito forte com a obra, nada parecida com o que conhecia até então. O livro provoca estranhamento no início, com 50 páginas sem pontuação. Mas é, ao mesmo tempo, de uma beleza avassaladora, que desperta emoções diferentes a cada nova leitura”, diz o professor.
O poder do livro
Na adolescência de Edir Evaristo da Silva, aluno do 2º ano de Psicologia, a identificação com alguns personagens e histórias de “O Pequeno Príncipe”, de Antoine Saint-Exupéry, foi um divisor de águas. Embora pareça tratar-se de uma parábola para crianças, na definição do próprio autor, é “um livro urgentíssimo para adultos”, o que talvez explique sua extraordinária sobrevivência literária.
Para o professor do curso de Psicologia, Luís Antônio Lima, também um leitor contumaz, o vínculo com determinados livros começa já na escolha do título, quando a pessoa mobiliza o seu desejo, mesmo que inconscientemente. Parte da afetividade pode vir do gesto que inaugurou o contato com a obra, como ter sido um presente especial ou uma referência de infância, por exemplo.
De mão em mão
Compartilhar o prazer da leitura é o principal benefício do Bookcrossing, movimento que surgiu nos Estados Unidos e que dissemina a prática de deixar um livro em local público, para que outras pessoas o encontrem, leiam-no e voltem a “libertá-lo”, sucessivamente. Está ligado ao conceito de universalização do acesso à cultura e pode ser praticado por qualquer um que tenha o desejo de dividir uma boa história.
Em 2001, foi criada uma comunidade virtual no site www.bookcrossing.com, que já conta com mais de 808 mil cadastros em cerca de 130 países, inclusive o Brasil.
Depois de criar um perfil, o participante anota na contracapa de seu livro um código de identificação gerado nesse registro. Em seguida, deixa a obra em uma das crossing zones (zonas de troca).
A pessoa que encontrar o livro informa o paradeiro da obra no próprio site e, se quiser, registra sua opinião sobre a leitura, o que permite que outros usuários sigam a trajetória do volume no mundo, desde que a corrente não seja quebrada. Em São Paulo, há três crossing zones: Casa das Rosas (Av. Paulista, 37), Central das Artes (Rua Apinagés, 1.891) e Salommão Bar e Restaurante (Av. Angélica, 2.435).
Fonte: Jornal São Judas
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